Nos dias 21 e 22 de maio, estivemos em Helsinque, na Finlândia, participando do SPHERE25, evento global promovido pela WithSecure com foco em inovação, colaboração e desafios reais da cibersegurança moderna.
Foram dois dias intensos de conteúdo técnico, provocações estratégicas e experiências práticas em um ambiente fora do comum — literalmente. O evento aconteceu em um espaço de conferência com praia indoor, saunas e um palco circular, reforçando o conceito de unconference: sair do convencional para repensar o futuro da segurança digital.
Confira os principais insights que trouxemos de lá:
🔐 1. A soberania digital europeia como agenda estratégica
O CEO da WithSecure abriu o evento com uma reflexão provocadora: será que estamos construindo o futuro digital com base em valores europeus ou apenas importando infraestrutura de fora?
Diante do avanço da IA e da concentração de dados por big techs, o chamado foi claro: é preciso desenvolver tecnologias de segurança com base em soberania, ética e valores locais — e a Europa quer liderar esse movimento.
→ Insight para o Brasil: Esse discurso é especialmente relevante para mercados como o nosso, onde a dependência de tecnologias externas também levanta questões sobre autonomia, privacidade e conformidade regulatória.

🚨 2. Proteção proativa e automatizada: mais urgente do que nunca
Nina Laxman, diretora de produtos da WithSecure, apresentou as evoluções do portfólio Elements, com foco em gestão de exposição, XDR estendido e serviços gerenciados 24×7.
Ela destacou que, independentemente do tamanho da empresa, todas estão sujeitas a ataques. A saída está em soluções:
- Com forte suporte humano especializado.
- Automatizadas.
- Baseadas em inteligência.
→ Destaque: Proteger proativamente é duas vezes mais eficiente do que reagir após um ataque. A combinação entre tecnologia e serviços gerenciados é o caminho mais realista para empresas que não têm grandes times internos de cibersegurança.
🎨 3. O Malware também é cultura – e precisa ser entendido
O lendário Mikko Hyppönen compartilhou uma perspectiva única: a história dos malwares também faz parte da história da nossa cultura digital. Através da criação do Malware Museum, a WithSecure vem documentando e reinterpretando artisticamente vírus históricos como “ILOVEYOU”, “Brain.A” e “Blaster”. Mais que nostalgia, o objetivo é entender a evolução das ameaças e como isso influencia as defesas que construímos hoje.
💡 4. Cibersegurança começa com software seguro
Jen Easterly, diretora da CISA (agência federal dos EUA), foi enfática: “Não temos um problema de cibersegurança. Temos um problema de qualidade de software.”
Ela defendeu o movimento global Secure by Design, que propõe que segurança seja um critério fundamental no desenvolvimento de sistemas — e não um complemento posterior. A proposta ganhou força na Europa com o apoio da Comissão Europeia.
→ Alerta para empresas: Devemos parar de culpar o “erro humano” e cobrar fornecedores por softwares mais seguros, menos vulneráveis e com menos necessidade de remendos constantes.
🔭 5. Previsibilidade pragmática e o impacto da IA
O fundador da Epicure encerrou o evento com uma provocação: prever o futuro é menos importante do que estar preparado para ele.
Ele conectou geopolítica, mudanças demográficas, crise climática e o avanço acelerado da inteligência artificial como vetores que mudarão o cenário da cibersegurança. A resposta: preparo, adaptabilidade e decisões baseadas em observação contínua.
📌 Conclusão
Participar do SPHERE25 foi mais do que uma oportunidade de atualização — foi uma imersão nas transformações que vão definir o futuro da segurança digital.
Na XLOGIC, acreditamos que compartilhar conhecimento é uma das formas mais eficazes de proteger nossos clientes. E continuaremos trazendo tendências, estratégias e soluções que ajudem você a construir ambientes mais seguros, resilientes e preparados para os novos horizontes.
Autor: Vicente Vale


