NOSSOS EVENTOS

Ferramenta não resolve cultura: o comportamento humano ainda é o maior fator de risco para a cibersegurança

Imagine investir em antivírus de última geração, firewall de ponta, sistemas de monitoramento 24 horas… e ainda assim ver sua empresa cair em um golpe simples de engenharia social. Parece contraditório, mas essa é a realidade que profissionais de cibersegurança enfrentam todos os dias. A tecnologia avança, mas o fator humano continua sendo o elo mais fraco da cadeia.

Não é a falta de ferramentas que nos torna vulneráveis. É o jeitinho, a pressa, a confiança excessiva, o compartilhamento de senhas, o clique por impulso, ou seja, hábitos humanos enraizados no cotidiano.

Golpes reais, hábitos comuns

Em agosto de 2025, o Brasil foi surpreendido com um ataque cibernético ao sistema Pix do HSBC. Ainda não temos notícias sobre a causa raiz, mas o incidente acendeu o alerta sobre o quanto nosso sistema financeiro está interligado e vulnerável a falhas técnicas ou humanas. Embora esse caso envolva elementos técnicos, ele nos faz pensar que em muitos outros ataques, o ponto de entrada pode ser uma pessoa distraída ou mal informada.

https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/08/30/hsbc-ataque-hacker-pix.ghtml

Não é um caso isolado. Segundo o Senado Federal, os golpes digitais aumentaram em 2025, atingindo de jovens a idosos. As técnicas variam, mas a isca é sempre da mesma forma: aproveitar momentos de descuido, distração ou falta de confiança.

https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2025/04/golpes-virtuais-aumentam-e-nao-fazem-distincao-de-idade

Mais recentemente no Rio de Janeiro, a polícia alertou para um NOVO GOLPE em que criminosos se passam por atendentes de banco, links falsos quase idênticos aos sites oficiais, induzindo as vítimas a clicarem e coletando dados pessoais com muita facilidade. A real é que nenhuma ferramenta é capaz de impedir esse tipo de ataque se o usuário, por falta de conhecimento ou preparo, entrega as “chaves do castelo” voluntariamente.

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/11/28/policia-alerta-para-novo-golpe-digital.ghtml

Segurança não é aplicativo, é comportamento

Há um erro comum entre empresas e profissionais: acreditar que basta investir em tecnologia para estar protegido. Ferramentas são essenciais, mas não funcionam sozinhas. Um antivírus não impede que alguém compartilhe a senha por WhatsApp. Uma política de segurança não bloqueia o funcionário que clica num link em um e-mail “urgente”.

Cibersegurança começa na cabeça das pessoas. É comportamento. É cultura. É entender que segurança da informação não é um problema do “time de TI”. É um valor organizacional que precisa ser vivido no dia a dia.

Não é à toa que o relatório global da Mimecast identificou que mais de 70% dos incidentes começaram com erro humano, mesmo em ambientes com alto investimento em proteção digital.

https://assets.mimecast.com/api/public/content/state-of-email-and-collaboration-security-2024

Pressa, confiança e o famoso “só um minutinho”

Com certeza você já deve ter ouvido frases como:

  • “Pode usar meu login só hoje, depois eu troco a senha.”
  • “Eu vou deixar a senha anotada no monitor para eu não esquecer”
  • “É só clicar nesse link rapidinho, eu já resolvo.”
  • “Mas esse número tem a foto do meu chefe, deve ser ele.”

Esse tipo de comportamento, que parece inofensivo, é justamente o que os cibercriminosos exploram. Eles não precisam quebrar senhas ou invadir sistemas. Eles precisam só de um clique mal pensado.

O famoso “jeitinho” que resolve problemas rápidos muitas vezes abre portas que nem a tecnologia mais avançada consegue fechar a tempo.

E onde entra a responsabilidade da empresa?

A cultura de segurança nasce no exemplo dos líderes e se fortalece com pequenas atitudes do dia a dia. Empresas que querem se proteger de verdade precisam parar de tratar cibersegurança como um problema técnico e começar a tratar como uma questão de cultura organizacional, para isso nós pensamos que alguns pontos são inegociáveis:

  • Treinamento contínuo, e não só um “módulo de boas-vindas” para novos funcionários.
  • Um time de TI pensando o negócio com o olhar da Cibersegurança.
  • Comunicação clara e constante sobre riscos reais e cotidianos.
  • Políticas que sejam aplicáveis na prática, com apoio da liderança.
  • Uma abordagem de educação, não de punição.
  • Uma cultura organizacional que entende e busca de forma contínua uma postura de cibersegurança madura compatível com o negócio e o porte da empresa.

Conclusão: cibersegurança não se instala

Em um cenário onde golpes digitais se sofisticam e se aproximam do cotidiano das pessoas, é urgente entender: não é só sobre antivírus ou firewalls, mas também sobre comportamento humano.

Segurança real se constrói com cultura, com consciência, com diálogo. A melhor defesa ainda é de pessoas preparadas, conscientes e principalmente engajadas.

Estamos aqui para ajudar você

Se você quer transformar a cultura de segurança da informação da sua empresa, comece por onde realmente importa: as pessoas.

Somos a sua aliada em cibersegurança, atuando com conhecimento, experiência e soluções que colocam o ser humano no centro das decisões.

Compartilhe nas redes sociais:

Politica de Privacidade

Mais informações sobre nossa Politica de Privacidade